Rodrigo Mendes da Silva, que ao serviço dos Filipes escreveu "Poblacion general de España" diz que "os gallos-celtas franceses, fundaram a provoação de Gaia, pelos anos 296 antes de J.C. dando-lhe o nome de Porto-Gallo"
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domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Porto, terra de lendas II
Já Floriam do Campo - ainda segundo Bernardo de Brito - diz que os fundadores de Gaia foram os gregos pela mão de Etólia, companheiro de Ulisses na guerra de Tróia, que teriam passado à Itália, depois à Gália e por fim às Hespanhas onde teriam fundado Tide, depois Tude e hoje Tui, nome de homenagem a Tideo, pai do dito Diomedes. Ora se Troia caiu em 1184 antes de Cristo, já se vê que estes sucessos se deram há muito tempo.
Depois vieram os ditos gregos pelas terras de entre o Douro e o Minho, acabando por passar o rio e fundar Graia, terra de gregos, ou Porto - Graios, isto é porto grego.
Pinho Leal não quer que tenha existido Cale na outra banda, louvando-se nas actas do primeiro concílio bracarense de 459, onde o 2.º Bispo do Porto se assina Arisbertus, Episcopus Portucalensis o que provaria ser Portu-Cale ao norte do rio. Só que não era o rio que impediria o bispo de mandar na povoação se ela fosse ao sul.
Aliás, parece que a parte ribeirinha de Gaia pertenceu ao Porto até muito tarde, começando a vila de Afonso III lá mais para o alto das arribas.
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Porto, cidade lendária
São muitas as lendas que envolvem a fundação do Porto. Em Frei Bernardo de Brito lê-se que João Lesso, na sua História da Escócia, diz que quem a fundou, em 1508 antes de Cristo, foi Gatello Cecropis, filho de Neolo, 4.º rei dos gregos, casado com Scota, irmã do Faraó que correu com os judeus. O dito Gatello fugiu do Egipto por causa das pragas e só parou meia légua para lá da foz do rio Douro, onde fundou uma povoação que se denominou Gatellia ou Porto-Gatellio. Prudentio de Sandoval, nas suas "antiguidades de Tuy", diz que este Gatello, também fundou a cidade de Tui.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Porto, Miragaia
Esta freguesia tem uma história triste. Em frente, do outro lado do rio Douro, havia um castelo habitado por um rei árabe. Aliás na região em frente ao Porto deve ter andado a mouraria durante muito tempo porque na toponímica ainda hoje perduram designações árabes tais como Afurada e Mafamude. Com esse rei, D. Ramiro tinha um tratado de paz do qual o mouro não quis saber, roubando-lhe a mulher, D. Gaia.
O rei coitado, veio das Astúrias, por aí abaixo, com o filho e meia dúzia de cristãos para tirar a mulher das garras do maometano.
Desembarcou na Afurada, disse aos seus homens que se escondessem nos pinhais de Lavadores e que só atacassem quando ouvissem a sua corneta.
Ramiro encaminou-se para a borda de uma fonte onde estava uma moura a encher a cântara. «É para D. Gaia a água», disse a bela aia. O rei pediu para beber da cântara e ao fazê-lo deitou para o fundo da vasilha um anel bem conhecido da rainha.
Quando esta viu o anel, questionou a moura e mandou buscar o rei cristão. «Como me achaste?». «Foi o teu amor que me guiou!» retroquiu-lhe o rei galanteador. Oh, ledo engano!. D. Gaia mandou que o metessem na masmorra e que não lhe dessem de comer.
Quando, passados dias, o rei Mouro chegou da caça, a sua amante D. Gaia, contou-lhe o sucedido e mandaram que lhe trouxessem o invasor. «Vais morrer», disse-lhe o altivo mouro, «mas como és rei diz-me o que me farias, se fosse eu o preso». O rei Ramiro, cheio de ódio e fome, disse-lhe:«Primeiro mandava-te comer um grande capão assado; depois far-te-ia tocar uma corneta na torre mais alta do castelo até estourares; e abriria as portas das muralhas para que toda a gente pudesse vir assistir à tua morte». «Ai é?», diz o soberbo mouro com a aprovação da sua amante Gaia, «pois será isso mesmo que te vou fazer», mandando-lhe dar o capão assado em vinhas de alho e ervas aromáticas e abrir os portões da fortaleza enquanto Ramiro soprava no corno, no cimo da torre mais alta. Ao ouvirem a corneta, os homens de Ramiro lançaram-se pelos portões adentro não ficando ali nenhum mouro vivo, nem do castelo pedra sobre pedra. Entretanto a rainha Gaia olhava as chamas a devorar os aposentos reais do seu amante e chorava...«Que miras tu, ò desavergonhada» diz Almeida Garret que terá perguntado o rei para a rainha. Ao que esta terá respondido:
«Perguntas-me o que miro!
Traidor rei, que hei-de mirar?
As torres daquele alcácer
Que ainda estão a fumegar.
Pois mira, Gaia. E dizendo
Da espada foi arrancar;
Mira, Gaia, que esses olhos
Não terão mais que mirar!
Foi-lhe a cabeça dum talho
E, com o pé, sem olhar,
Borda fora empunha o corpo...
O Douro, que os leve ao mar!
Do estranho caso ainda agora
Memória está a durar.
Gaia, é o nome do castelo
Que, ali, Gaia, fez queimar
Ainda, hoje, está dizendo,
Na tradição popular,
Que o nome tem Miragaia,
Daquele fatal mirar»
terça-feira, 26 de julho de 2011
Porto, Praça do Infante
Assim se denomina porque no centro tem a estátua do Infante D. Henrique, o da Escola de Sagres, do Cabo Bojador, do comércio de escravos. Há quem diga que era homossexual. Fernando Bruquedas, a quem premiaram pela tese "Reis que amaram como Rainhas", questiona a questão. O que é certo é que o seu irmão, rei D. Duarte, chegou a adverti-lo para que "não desse mais prazer aos homens para lá do que se deve fazer de forma virtuosa". Diz a lenda que foi por causa dele que os tripeiros criaram as tripas à moda do Porto. Mas este pitéu leva feijão e o feijão só chegou à Europa no século XVII, sendo certo que a expedição a Ceuta fora em 1415. Por outro lado, se o excesso de tripas (fressuras) fosse um caso acidental, não havia um historial na cidade à roda das fressureiras que tiveram uma rua própria para o seu comércio e uma associação do seu ofício.
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